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Modificacoes de atividades

Modificações de atividades

Modificacoes de atividades

Depois de desenvolver dor nas costas, seja por lesão ou por degeneração, os pacientes podem reduzir a intensidade dos sintomas alterando temporariamente a maneira como realizam as atividades diárias. Inegavelmente as atividades podem ser culpadas pelas crises de dor, ao menos parcialmente. Todavia afastar-se de suas atividades não é a solução. Pelo contrário, manter-se ativo pode ajudar no processo de cura e reduzir a inflamação.

Nos estágios iniciais deve-se trabalhar contornando os sintomas cuidadosamente em vez de trabalhar com eles. Essas alterações geralmente são necessárias apenas por um curto período de tempo. É importante permanecer tão ativo e engajado na vida quanto possível, apesar da presença de sintomas relacionados à coluna. Passividade e proteção demasiadas podem levar a um perda do condicionamento físico desnecessária, padrões adaptativos ruins dos movimentos e, mais preocupante, incapacidade inadequada. Isso significa adaptar-se às condições – resiliência.

resiliencia

Estratégias instrucionais para estabelecer modificações de atividades apropriadas podem necessitar auxílio de um profissional. Fisioterapeutas, fisiatras e terapeutas ocupacionais inegavelmente contribuem com um planejamento mais amplo acerca do tratamento.

Portanto, tratamentos mais eficazes demandam planejamentos mais amplos. Para seu sucesso, não só o engajamento dos profissionais da saúde, bem como dos pacientes de maneira simultânea tornam-se necessários. Em casa e no trabalho, deve-se atentar aos cuidados com a ergonomia.

É extremamente comum os pacientes possuírem crenças errôneas e mitos em relação a repouso e estilo de vida. Logo, identifica-los e corrigi-los indubitavelmente contribui para melhores desfechos. Por sua vez, a inclusão de discussões individuais, folhetos, panfletos, vídeos, treinamento assistido por computador e demonstrações práticas são ferramentas que abordam essa questão.

Discite

Como qualquer parte do corpo, a coluna vertebral pode infectar. Embora as infecções da coluna sejam incomuns, quando elas ocorrem, elas podem ser devastadoras. Quando ela ocorre no disco, chama-se discite. Já as infecções vertebrais chamam-se de espondilite, bem como a infecção combinada é chamada de espondilodiscite. O tratamento geralmente requer o envolvimento de um especialista em doenças infecciosas.

Infeccao

O que é Discite?


Como afirmado acima, discite é quando há uma infecção dos discos da coluna vertebral. Ela pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos. Algumas partes do corpo, como a boca e os intestinos, têm bactérias nativas, a flora bacteriana normal. No entanto, os discos da coluna vertebral são estéreis e não têm flora bacteriana. O agente bacteriano mais comum que causa discite é o Staphylococcus aureus.

Como acontece a discite?


Discite ocorre com mais frequência quando as bactérias provenientes de outras partes do corpo invadem diretamente os discos. Isso pode ocorrer quando uma pessoa passa por uma cirurgia ou algum tipo de trauma. Discite pode ocorrer em qualquer ponto da coluna, porém é mais comum na coluna baixa.

Outras condições médicas também podem colocar uma pessoa em risco de discite. O sítio de origem mais comum é uma infecção cardíaca bacteriana, chamada endocardite. Os principais fatores, porém não únicos, que aumentam o risco de uma pessoa ter discite incluem o uso de drogas intravenosas, diabetes, idade avançada, desnutrição e outros.

Quando devo suspeitar discite?


Embora a dor lombar seja o sintoma mais comum de discite, a discite é uma causa incomum de dor lombar. A dor costuma começar lentamente e aumentar gradualmente ao longo do tempo. Três ou mais semanas frequentemente se passam antes que alguém com discite seja diagnosticado.

Sintomas neurais como dormência, formigamento e fraqueza também podem ser vistos. Uma pessoa com discite também pode sentir mal estar. Ele também pode perder o apetite, ficar com náuseas e perder peso. A área sobre o disco infectado pode ser dolorosa ao toque.

Pode ocorrer febre, todavia este não é um sintoma obrigatório. Estados de desnutrição causam debilidade imune, de tal sorte que o organismo não tem capacidade de gerar o estado febril. É importante lembrar que todos esses sintomas são inespecíficos e podem ser vistos com muitas outras causas.

Como faço para saber se tenho discite?


Em primeiro lugar, consulte um médico especialista em coluna para uma avaliação. A parte mais importante da sua avaliação será sua história clínica e identificar os fatores de risco para a discite. O seu médico também irá examiná-lo para procurar quaisquer sinais de infecção, bem como testá-lo para qualquer dano nervoso.

Preciso de algum exame de imagem?


Se a evidência começar a apontar para a discite, seu médico pode solicitar algumas imagens. Podem ser feitos raios-X simples e tomografias, mas o melhor exame de imagem para investigar discite é uma ressonância magnética. Fazer uma ressonância magnética com contraste é ainda mais útil. Nem todos podem ter uma ressonância magnética, ou podem usar contraste, e seu médico considerará isso ao decidir qual o tipo de análise que você precisa.

Eu precisaria de algum exame de laboratório?


Você precisa de exames laboratoriais, se acaso desconfia-se de discite. Lembre-se de que a discite é rara, e a avaliação do seu médico pode ser suficiente para dizer que você não a possui e não precisará mais nenhum exame. Se for necessário, o seu médico pode solicitar exames de sangue para investigar infecção e inflamação.

Pode-se até investigar tuberculose ou HIV posto que essa infecção ocorre em estados de baixa imunidade. A biópsia do disco geralmente é o padrão-ouro na elaboração do diagnóstico.

Como é confirmada a discite?


Embora a discite seja uma infecção, o sangue pode ou não mostrar qualquer sinal de infecção. Se todas as provas, apontam para discite, então, como afirmado acima, você pode precisar de uma biópsia. Uma biópsia é feita para tirar uma pequena amostra do disco. Nesta amostra se realiza a cultura das bactérias, com a finalidade de identificar a presença e o tipo de bactérias presentes.

Se as bactérias são encontradas, se faz o antibiograma, a fim de testar quais antibióticos são os mais indicados. A menos que seja absolutamente necessário, os antibióticos não devem ser administrados até que o teste seja concluído e um antibiótico adequado seja identificado.

Como é realizada uma biópsia?


Uma biópsia para discite geralmente é feita com uma agulha. A agulha é oca para permitir a remoção de uma pequena amostra do disco. A agulha pode ser inserida guiada por tomografia computadorizada ou fluoroscopia.

Algum outro exame é necessário?


Discite é uma infecção e a identificação da fonte de infecção é importante. Se não for identificada nenhuma razão óbvia para a infecção, seu médico pode recomendar um teste chamado ecocardiograma para verificar se não há sinais de endocardite bacteriana em seu coração.

Qual tipo de tratamento a discite demanda?


Antibióticos são necessários, posto que se trata geralmente de uma infecção bacteriana. Os antibióticos podem ter que ser administrados por via endovenosa por até 3 meses.

Discite é geralmente bastante dolorosa, portanto o controle da dor também é um componente crítico no tratamento de discite. Este é um processo complexo que exige discussões detalhadas com o médico assistente em relação a várias opções.

Eu precisaria de cirurgia?


A cirurgia geralmente não é necessária para tratar a discite. Só é necessário se o tratamento antibiótico não funcionar. Ocasionalmente, a discite pode afetar o alinhamento da coluna vertebral. Neste caso, a cirurgia pode ser indicada para corrigir o desalinhamento. Se houver comprometimento nervoso e sintomas irradiados às extremidades pode ser necessária a descompressão. Além disso, na presença de material de síntese, este pode necessitar ser removido até que a discite seja esclarecida.

Terapia manual e quiropraxia

Manipulacao

Osteopatas, quiropráticos, fisioterapeutas e massoterapeutas passaram por um treinamento especializado para desenvolver um conjunto de habilidades e técnicas manuais para avaliar e tratar pacientes com distúrbios da coluna.

Com efeito, esses profissionais utilizam a força dirigida de suas mãos e corpos para transmitir forças sobre os tecidos moles, elementos ósseos e articulações dos pacientes. Isso não só alivia a tensão nos tecidos como também é um meio de impactar favoravelmente o sistema musculoesquelético. Só para exemplificar, podem-se aplicar técnicas de mobilização, manipulação, palpação e tração.

Essas técnicas podem envolver uma variedade de posições, esforços passivos ou assistenciais, além de forças intencionais. A determinação dessas técnicas se dá conforme o estágio de cicatrização tecidual, restrição de movimento associada e respostas biomecânicas e vasculares apresentadas.

Normalmente equipamentos não são necessários, apesar do posicionamento ideal e da estabilização para obter alavancagem. Esta é verdadeiramente uma abordagem manual.

Resultados: Evidências científicas*


Uma revisão sistemática1 de 46 estudos constatou que 33-60% dos pacientes que receberam tratamento de manipulação da coluna relataram efeitos adversos de curto prazo, como aumento da dor, irradiação da dor, dores de cabeça, vertigem e até perda de consciência. Por outro lado, reconheceu que complicações sérias ocorrem, embora tenha sido incapaz de estimar com segurança sua incidência.

Sob o mesmo ponto de vista, outra revisão sistemática2 abordou principalmente a manipulação e massagem terapêutica para lombalgia e cervicalgia. Como conclusão, ambas são eficazes em algumas circunstâncias, mas certamente não de maneira significativa. Além disso, geralmente não são superioress a outras terapias. Por exemplo, os autores escrevem que a manipulação é eficaz, mas “similar em efeito a outras terapias eficazes comumente usadas, como cuidados habituais, exercícios físicos ou reeducação (back school)”.

 

  1. Gouveia LO, Castanho P, Ferreira JJ. Safety of chiropractic interventions: a systematic reviewSpine 34(11) E405-13. 2009.
  2. Bronfort G, Haas M, Evans R, Leininger B, Triano J. Effectiveness of manual therapies: the UK evidence report. Chiropr Osteopat. 2010; 18: 3.

*    Conteúdo autoral Dr Jonas Lenzi

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Dor Sacroilíaca

A articulação sacroilíaca pode ser uma fonte de dor nas costas para muitos pacientes. A articulação é composta pelo sacro, a parte inferior da coluna vertebral, e pelo ilíaco, o osso da bacia. A articulação não tem uma grande amplitude de movimentos como outras articulações do corpo. No entanto, ela usa seu movimento limitado para atuar como um amortecedor de choque para tensões que se movem das costas para a pelve.

Acredita-se que a dor é mais frequentemente causada por movimento acima do normal ou aumento do estresse nessa articulação. Isso tipicamente se apresenta como dor lombar localizada em um ou em ambos os lados. Também pode causar dor na nádega ou mesmo imitar a dor ciática irradiando à parte de trás da perna. Muitas vezes, dói ao sentar ou ficar de pé por longos períodos, ao deslocar o peso para o lado afetado e dormir sobre o lado envolvido.

Articulação sacroilíaca

Em azul nota-se a porção mais inferior da coluna lombar e a bacia, em vermelho estão destacadas as articulações sacroilíacas

Diagnóstico


Um especialista em coluna pode fazer um exame físico para ajudar a determinar se sua dor vem da articulação sacroilíaca. É importante excluir outras possíveis causas de dor. Isso geralmente significa pedir um exame de imagem, como a ressonância magnética da coluna lombar para descartar uma hérnia ou degeneração discal como causador do problema, pois os sintomas são semelhantes. Contudo, nem sempre se consegue demonstrar a causa da dor apenas com imagens.

Uma infiltração de anestésico local na articulação sacroilíaca pode ser útil para identificar a articulação como fonte de dor. Algumas vezes a infiltração é a única maneira de provar que a dor é proveniente da articulação sacroilíaca. O procedimento de infiltração é realizado com assistência visual, como radioscopia ou ultrassom (imagem abaixo).

Sacroiliaca foto
Infiltração sacroilíaca guiada por radioscopia – agulha posicionada e contraste injetado dentro da articulação

É um procedimento ambulatorial, podendo ser feito com anestesia local apenas ou com sedação associada. Uma agulha é então introduzida na articulação e confirmado seu poscionamento com contraste. Uma combinação de medicamentos esteróides e anestésicos é injetada na articulação. O esteróide pode diminuir a inflamação para ajudar a diminuir a dor. Para os pacientes que são intolerantes aos esteróides ou para os quais os esteróides não conseguiram proporcionar alívio, a ablação por radiofrequência dos nervos (rizotomia) pode diminuir a dor.

Se for determinado que a articulação sacroilíaca está causando dor, existem vários tratamentos que seu médico pode recomendar. O gelo e os anti-inflamatórios são muitas vezes uma primeira linha de tratamento. Às vezes, exercícios e fisioterapia são benéficos, bem como uma órtese de suporte para ajudar a apoiar a área afetada.

Se todas as opções conservadoras não conseguiram fornecer alívio prolongado, e existe um alto grau de certeza de que a articulação está causando dor, um cirurgião pode recomendar uma fusão desta articulação – artrodese. Isso envolve uma pequena incisão através da qual um cirurgião da coluna coloca estabilizadores (existem diferentes tipos) na articulação para impedir qualquer movimento extra. Isso ajuda a diminuir a inflamação e, portanto, a dor.

É importante discutir seus sintomas com um médico especialista em coluna vertebral e, em conjunto, criar um plano de tratamento. De fato, o conhecimento sobre a dor articular sacroilíaca ainda cai no esquecimento de muitos especialistas devido aos avanços nesta área serem mais recentes. Em conclusão, provavelmente a dor originária da articulação sacroilíaca seja a principal causa de manutenção do quadro doloroso após cirurgias da coluna vertebral, muito por falha ao diagnóstico primário.

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Dor Lombar Crônica

Dor lombar crônica pode ser o resultado de muitas condições diferentes. Pode originar de doenças, lesões ou estresses a várias estruturas anatômicas diferentes, incluindo ossos, músculos, ligamentos, articulações, nervos ou medula espinhal. A sensação de dor também pode variar. Por exemplo, a dor pode ser experimentada como dolorida, queimação, pontadas, lancinante ou dolente, bem definida ou vaga. A intensidade pode variar de leve a grave.

Muitas vezes, a fonte da dor não é conhecida ou não pode ser especificamente identificada. De fato, em muitos casos, a condição ou lesão que desencadeou a dor pode ser completamente curada e se tornar indetectável, mesmo na persistência da dor. Apesar da ausência de alterações anatômicas, a dor sentida pelo paciente é real e o médico assistente deve saber disso.

A estrutura afetada envia um sinal através das terminações nervosas, subindo à medula espinhal e ao cérebro, onde se registra como dor – dor nociceptiva. O mecanismo da dor segue o esquema da figura abaixo:

Fisiologia da dor

Uma série de teorias diferentes se desenvolveram para tentar explicar a dor crônica, mas o mecanismo exato não é completamente compreendido. Em geral, acredita-se que as vias nervosas que transportam os sinais de dor das terminações nervosas através da medula espinhal e do cérebro podem tornar-se mais sensibilizadas – sensibilização central. A sensibilização destas vias pode aumentar a frequência ou a intensidade com que a dor é percebida. Um estímulo que geralmente não é doloroso, como o toque leve, pode ser amplificado ou alterado por esses caminhos sensibilizados e experimentado como dor – dor neuropática. Às vezes, mesmo após o processo original de lesão ou doença ter cicatrizado, vias sensibilizadas continuam a enviar sinais para o cérebro. Esses sinais são sentidos similares a dor original e, às vezes, pior do que a dor causada pelo processo inicial de lesão ou doença.

Imagine um antigo aparelho de televisão ou tela de computador em que a mesma imagem seja projetada continuamente. Esta imagem fica, eventualmente, “queimada” na tela. Mesmo quando a tela está desligada, a imagem ainda pode ser vista na tela. Da mesma maneira, depois que a fonte original de dor é curada ou não está presente, pacientes com dor crônica podem continuar a sentir dor. Embora esta seja uma simplificação excessiva do que pode acontecer na dor crônica, isso ajuda a ilustrar a compreensão atual dessa condição.

Quais tratamentos estão disponíveis?


Os tratamentos para a dor crônica nas costas podem variar muito, dependendo do tipo e da fonte da dor. Se uma fonte tratável da dor for encontrada, o processo subjacente deve ser abordado. Quando a causa subjacente não é identificável ou não é passível de tratamento, os sintomas são tratados. Os objetivos do tratamento são reduzir a dor, melhorar a qualidade de vida e melhorar a função.

Existem várias categorias diferentes de tratamento que geralmente são recomendadas para dor crônica nas costas. Essas categorias incluem fisioterapia, medicamentos, habilidades de enfrentamento, procedimentos e tratamentos de medicina alternativa. O médico assistente adaptará um programa envolvendo uma combinação dessas opções para atender às necessidades do paciente. O envolvimento de um médico com treinamento especial no manejo da dor crônica pode ser aconselhável em alguns casos.

A fisioterapia inclui a educação e treinamento do paciente, exercícios de alongamento e fortalecimento, terapias manuais e modalidades como gelo, calor, estimulação nervosa elétrica transcutânea (TENS) e ultrassom. As terapias ativas que o paciente pode continuar por conta própria (como fortalecimento e alongamento) geralmente têm os efeitos mais permanentes e duradouros.

Um programa de exercícios domiciliares é encorajado antes que o paciente seja dispensado da terapia. Fortalecimento e alongamento são projetados para aumentar a estabilidade e a força em torno das estruturas da coluna que estão sob estresse. Essas técnicas também funcionam para evitar a perda do condicionamento que resulta da diminuição da atividade. Os exercícios são adaptados especificamente ao paciente e ao tipo de dor nas costas a ser abordada. O objetivo de educar o paciente é prevenir a perda progressiva de atividade por medo do movimento.

Medicamentos para dor lombar crônica


Os medicamentos utilizados para o tratamento da dor são múltiplos e variados. Eles se enquadram em várias categorias diferentes. Os medicamentos analgésicos simples e, menos frequentemente, opióides podem ser utilizados no tratamento da dor crônica na coluna. Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINE) são úteis para o controle da dor e podem ajudar a reduzir a inflamação. Os relaxantes musculares também podem ajudar com a dor crônica e podem aumentar os efeitos de outros medicamentos contra a dor. Os fármacos estabilizadores do nervo (antidepressivos e medicamentos anticonvulsivantes) são usados ​​para tratar a dor mediada pelo nervo – dor neuropática. Todos esses medicamentos têm diferentes perfis de efeitos colaterais e interações, e devem ser monitorados cuidadosamente por um médico.

Abordagem psicológica


As habilidades de enfrentamento são extremamente importantes na gestão da dor crônica na coluna. A dor crônica afeta diretamente todas as áreas da vida de um paciente. A dor afeta o humor, o humor de um paciente afeta sua capacidade de lidar com a dor. A dor também afeta a forma como os pacientes interagem com outras pessoas. Por esse motivo, ensinar aos pacientes habilidades de enfrentamento adequadas para lidar com ansiedade, depressão, irritabilidade e frustração são fundamentais. O envolvimento de um especialista especializado em dor, psicólogo ou psiquiatra melhora o tratamento da dor nas costas crônica.

Intervenção para dor lombar crônica


Procedimentos como infiltrações, técnicas minimamente invasivas e até cirurgia aberta podem ser indicados ​​para manejar a dor crônica. Às vezes, os dispositivos implantáveis, como um estimulador da medula espinhal, são benéficos no tratamento da dor crônica. O paciente, com a ajuda de seu médico, deve discutir os possíveis riscos e benefícios de qualquer procedimento. Uma segunda opinião pode fornecer informações adicionais ou abordagens alternativas para gerenciar sua condição.

Medicina alternativa


Medicina alternativa também oferece uma variedade de tratamentos, muitas vezes úteis no tratamento da dor crônica. Estes tratamentos incluem acupuntura, agulhamento a seco, terapia nutricional e meditação. É importante que um paciente discuta esses tratamentos com seu médico assistente, para garantir que não haja efeitos nocivos e que não interfiram com outros tratamentos prescritos.

Como é diagnosticada a dor lombar crônica?


Como mencionado anteriormente, a dor lombar crônica é definida como dor nas costas que dura mais de três meses. Durante a avaliação da dor crônica na coluna, o objetivo é descartar quaisquer lesões ou processos de doença que colocam o paciente em risco de lesões adicionais se não forem tratados. Além disso, um especialista considerará diagnósticos que podem ser tratados para reduzir a dor. Uma boa história clínica dos pacientes e um exame físico completo por um médico bem treinado são os aspectos mais importantes da avaliação. Lesões graves e doenças muitas vezes podem ser diagnosticadas ou descartadas com base na história e exame físico apenas.

A falta de um diagnóstico definitivo não significa obrigatoriamente que seja necessário mais exames. Exames desnecessários nada acrescentam ao que o médico já descobriu em seu exame físico. De fato, os exames desnecessários não são apenas caros para o paciente, mas podem expor o paciente a riscos ou radiações desnecessários.

Nos casos que o médico assistente sinta necessidade de mais exames com base na história do paciente e nos achados do exame físico, certamente ele discutirá isso com o paciente. Os testes podem incluir exames de sangue, radiografia, cintilografia óssea, tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RNM), infiltrações diagnósticas, eletromiografia (EMG) e muitos outros testes especializados.

Muitas vezes, a causa exata da dor ainda não será bem definida ao fim da avaliação. No entanto, uma avaliação é bem sucedida ao descartar processos que colocam o paciente em risco se não forem tratados.

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Dor Lombar Aguda

A dor lombar aguda é definida pela dor presente por até seis semanas. Pode ser sentida das seguintes formas:  dolorida, queimação, pontadas, fisgadas ou dolente, podendo ser bem pontual ou difusa.  A intensidade pode variar de leve a grave.  Pode ainda  irradiar em uma ou ambas as nádegas ou na área da coxa e quadril.

A dor lombar pode começar seguida de uma atividade extenuante ou um trauma contuso, mas muitas vezes é aparentemente sem relação com uma atividade específica. Pode ainda começar subitamente ou se desenvolver gradualmente.

.Muscular Man with Backache

Quem experimenta dor lombar aguda? 


Pelo menos 80% dos indivíduos experimentam um episódio significativo de dor lombar em algum momento de suas vidas, e 15% relatam que estão sofrendo de dor lombar. Alguns consideram o sintoma da dor lombar como parte da experiência humana.

Qual é a causa?


A fonte exata da dor lombar aguda é muitas vezes difícil de identificar. Na verdade, existem inúmeros possíveis causadores da dor, incluindo músculos, tecido conjuntivo, ligamentos, cápsulas articulares, cartilagens e vasos sanguíneos. Estes tecidos podem ser estirados, tensionados, distendidos ou torcidos. Além disso, lesões anulares (pequenas lesões que ocorrem na camada externa do disco intervertebral, o ânulo fibroso) podem iniciar a dor severa. Mesmo que o dano real dos tecidos seja menor, e provavelmente repara rapidamente, a dor experimentada pode ser bastante forte.

Independentemente de qual tecido tenha sido inicialmente irritado, ocorre uma cascata de eventos que contribui para a experiência da dor. Numerosas substâncias químicas são liberadas em resposta à irritação do tecido. Essas substâncias estimulam as fibras nervosas sensíveis à dor próximas à lesão, resultando na sensação de dor. Alguns desses produtos químicos desencadeiam o processo de inflamação, ou inchaço, que também contribui para a dor. Os produtos químicos associados a este processo inflamatório liberam mais sinais que perpetuam o processo irritativo. A inflamação atribuível a este ciclo de eventos pode persistir por dias ou semanas.

A tensão muscular (espasmo) nos tecidos adjacentes pode ocorrer resultando em um “deslocamento do tronco” (o corpo se inclina para um lado mais do que o outro) devido ao desequilíbrio muscular. Além disso, pode ocorrer uma inibição ou falta de fornecimento de sangue habitual na área afetada, logo os nutrientes e o oxigênio não são perfeitamente fornecidos e a remoção de subprodutos irritantes da inflamação é prejudicada.

Quanto tempo dura um episódio de dor lombar?


A boa notícia é que, mesmo que a exata fonte da dor não seja determinada, geralmente a dor aguda diminui espontaneamente ao longo do tempo. O tecido originalmente irritado cura. Cinquenta por cento dos episódios, resolvem quase que completamente dentro de duas semanas e 80% em até seis semanas. Infelizmente, a duração e a gravidade de um único episódio não podem ser previstas com base no início, na localização da dor ou mesmo na gravidade inicial. A dor inicialmente excruciante pode se resolver em vários dias, enquanto sintomas moderados ou leves podem persistir por semanas. No entanto, até 30% dos indivíduos sofrerão dor recorrente ou desenvolverão dor persistente no futuro.

Essa dor é perigosa?


A gravidade da dor lombar é relativa. Os sintomas da dor lombar aguda geralmente são benignos e autolimitados. Mesmo um disco rompido tem uma chance de melhorar sem cirurgia. Raramente, no entanto, a dor lombar é causada por um processo mais grave, como fratura, infecção ou câncer. Isto é mais comum em indivíduos com mais de 50 anos, com história de câncer, dor intensa em repouso, febre associada, problemas médicos subjacentes, como diabetes, abuso de álcool ou uso de drogas, uso prolongado de corticosteróides ou osteoporose. A dor nas pernas, a fraqueza ou a dificuldade no controle do intestino ou da bexiga merecem uma avaliação médica imediata. Para todos os casos de dor com duração superior a seis semanas, a avaliação médica é aconselhada.

Como manejar a dor lombar aguda?


Um dos melhores conselhos para o tratamento de dor lombar aguda é permanecer ativo, conforme tolerância. Continuar a realizar atividades cotidianas pode parecer estranho, e a tendência natural pode ser manter-se em repouso e evitar atividades. No entanto, a atividade mantém o sangue e nutrientes fluindo para a área afetada, inibindo a inflamação e reduzindo a tensão muscular.

Muitos indivíduos com dor lombar percebem que podem realizar suas atividades usuais mais controladas. Frequentemente, sentem-se melhores após as atividades. Atividades mais vigorosas ou descontroladas são desaconselháveis. Não há motivos para evitar completamente o alongamento muscular durante um episódio agudo, desde que não cause dor mais severa.

A aplicação local de calor ou gelo pode reduzir temporariamente a dor e o calor pode facilitar o alongamento, mas não necessariamente acelerar a recuperação a longo prazo.

Analgésicos e anti-inflamatórios (AINEs) são conhecidos por reduzir efetivamente a dor lombar aguda, bem como inibir o processo inflamatório descrito anteriormente. Devem ser usados ​​apenas conforme prescrição médica. Os AINEs estão associados a possíveis efeitos colaterais. O risco de tais efeitos aumenta quando usado por períodos prolongados. Os efeitos colaterais mais frequentes incluem sangramento excessivo, irritação do estômago, problemas renais e hepáticos.

Relaxantes musculares são medicamentos que, na verdade, não relaxam o músculo. No entanto, eles acalmam ou sedam o sistema nervoso central e podem ser úteis para facilitar o sono. Consequentemente, reduzem a tensão emocional ou muscular contributiva no quadro de dor severa. Esses medicamentos devem ser usados ​​sob prescrição médica.

Opióides são fortes analgésicos e reduzem os sintomas de dor lombar aguda. Como os narcóticos são sedativos, eles podem ser úteis para facilitar o sono durante as primeiras noites de sintomas. O uso prolongado de narcóticos está associado a efeitos colaterais indesejáveis, incluindo dependência física, sedação, depressão, constipação, sensibilidade aumentada de fibras sensíveis à dor e interrupção do ciclo restaurador do sono. Opióides só devem ser usados ​​conforme prescrição e orientação médica.

Outros tratamentos


Modalidades de fisioterapia, como ultrassom, estimulação elétrica, tração, mobilização e manipulação quiroprática podem proporcionar alívio temporário. Por outro lado, não melhoram a recuperação a longo prazo caso não ocorra mudança de atitude dos pacientes. Geralmente a dor lombar aguda é autolimitada e, na maioria dos casos, quando a atividade física puder ser realizada, a terapia formal talvez não seja necessária.

Quando a dor é severa, a participação em atividades fica prejudicada. Ao mesmo tempo, o movimento fica significativamente restringido. Dessa forma, um fisioterapeuta pode fornecer educação e conselhos adicionais sobre estratégias para restaurar o movimento, retomar as atividades, prevenir a perda do condicionamento e alcançar uma posição de conforto durante o sono.

Para aqueles com dor lombar persistente ou recorrente, uma avaliação médica é indicada. Do mesmo modo, um programa de exercícios supervisionados por fisioterapeuta também é aconselhável. O objetivo sempre deve ser para o desenvolvimento e a transição para um regime de exercícios domiciliares totalmente independente.

Enfim, deve-se enfatizar a otimização da força muscular do tronco (core), da flexibilidade geral e da resistência cardiovascular.

Infiltrações Espinhais


As infiltrações espinhais geralmente não são consideradas como um tratamento inicial adequado para dor lombar aguda e autolimitada. Existem várias opções de infiltração para dor persistente ou recorrente, incluindo injeções de esteróides epidurais, articulações facetárias  ou pontos gatilhos. De acordo com o quadro clínico, podem ser determinados os locais e as melhores técnicas.

Quando há dúvida sobre a causa da dor, as infiltrações têm papel importante no diagnóstico, com técnicas de bloqueios temporários. A partir do diagnóstico mais preciso, se pode planejar um tratamento mais eficaz e menos agressivo.

Como isso é diagnosticado?


À princípio, exames diagnósticos não são necessários. Imagens de raios-X (RX) ou outros exames de diagnóstico podem ser recomendados em casos de dor associada a traumatismos graves, história de câncer, febre, diabetes, outras patologias médicas, uso ilícito de drogas endovenosas, idade acima de 50 anos, disfunção intestinal ou vesical, dor noturna ou osteoporose. Podem ser obtidos outros tipos de exames de imagem. Estes incluem cintilografia óssea, tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RNM). A escolha do exame depende da condição médica que seu médico suspeita. Contudo, chega-se ao diagnóstico através da combinação de história clínica, exame físico e exames diagnósticos, não apenas em imagens..

Prognóstico


A dor lombar aguda pode ser uma experiência muito dolorosa, mas, felizmente, muitas vezes resolve-se muito rapidamente. Há situações em que a dor não melhora de forma satisfatória, o que merece um atendimento médico mais abrangente. Uma variedade de testes diagnósticos e opções de tratamento estão disponíveis. O principal objetivo é resolver o episódio agudo o mais rápido possível. Secundariamente, devemos prevenir episódios futuros através de educação, exercício e condicionamento adequados.

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