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Radiografias para avaliação de dor nas costas

Avaliações radiográficas para dor na coluna envolvem o uso de raio-X (RX) para determinar a causa da dor ou desconforto. Geralmente, os RX são solicitados pelo seu médico nos casos em que ele suspeita de defeitos congênitos, doença degenerativa, trauma, câncer metastático ou deformidade óssea como causa da dor lombar.

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Quando devo obter um RX para dor nas costas?


A maioria dos casos de dor nas costas tende a melhorar sem intervenção médica em seis a oito semanas após o início dos sintomas. Portanto, as radiografias não são recomendadas até que a dor nas costas esteja presente por pelo menos esse tempo. Ou seja, se você tem dor por menos de seis semanas, você provavelmente não precisa um RX. Se acaso seu médico suspeitar de um problema mais sério, o raio-X é uma opção de exame.

Além disso, se você fez um RX de coluna nos últimos dois anos que não mostrou nenhuma causa específica, seu médico não precisa solicitar uma nova radiografia. Por outro lado, na presença de uma nova lesão ou doença, repete-se o raio-X.

No entanto, existem alguns casos que podem exigir a avaliação radiográfica imediatamente, como quando há perda de sensibilidade nas pernas ou nos pés, fraqueza, problemas com a micção ou dor com piora progressiva.

Outras razões para um RX


Outros fatores podem fazer com que seu médico solicite um RX para dor nas costas antes de seis semanas. Eles incluem:

Idade superior a 65 anos ou inferior a 18 anos

Histórico de osteoporose

História de câncer

Dor intensa ao repouso ou se piora à noite

Febre e calafrios

Perda súbita e inexplicável de peso acompanhando sua dor nas costas

Sofreu trauma

Estresse repetido que pode ter causado uma fratura

Cirurgia ou fratura prévias na coluna

Quais tipos de raios-X são usados?


As incidências das radiografias comumente solicitadas são anteroposterior (AP) e lateral. A visão AP é uma imagem da frente para trás quando você está de frente para a máquina de RX. Já as imagens laterais são obtidas enquanto você está de pé de lado em relação ao aparelho. Menos frequentemente, pode-se obter imagens oblíquas, as quais fornecem uma visão de um ângulo inclinado.

Às vezes, podem ser indicadas imagens com suporte de carga. São imagens obtidas enquanto você está de pé, em vez de deitado. Dessa forma, seu médico pode compreender melhor as forças que afetam sua coluna.

Ainda podem ser obtidas imagens associadas a inclinações, com o intuito de avaliar instabilidades ou movimentos anormais entre as vértebras.

Quão eficaz é o raio-X?


O RX pode ser uma ferramenta de triagem útil para avaliar qualquer anormalidade óssea da coluna. Achados importantes na radiografia podem determinar a necessidade de exames adicionais. O RX também pode complementar os achados de outros exames, como a RM e TC.

Como em qualquer procedimento médico, você deve estar totalmente informado sobre as razões da solicitação e os resultados esperados de qualquer exame que seu médico lhe solicitar.

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Avaliação Radiológica da Coluna

Quando você consulta com dor nas costas ou dor no pescoço, isolados ou associados a outros sintomas, o diagnóstico ainda não foi definido. Muitas vezes uma avaliação complementar não é necessária. Com o propósito de uma avaliação mais abrangente, existem alguns exames de imagem que podem ser solicitados quando da presença de fatores de risco.

Exames de imagem podem dar uma idéia da anatomia de cada região. De fato, algumas vezes apenas sinais indiretos podem sugerir uma determinada patologia. Todavia, resultados negativos também devem ser valorizados.

Os principais exames indicados são as radiografias (RX), tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RNM). É importante notificar seu médico sobre uma possível gravidez ou se houver alergias a agentes de contraste. É aconselhável remover qualquer acessório, jóias e metais, além de vestir roupas confortáveis ao realizar esses exames de imagem.

Raios-X (RX)


O primeiro tipo de exame diagnóstico por imagem que costuma ser solicitado é um RX. As radiografias são obtidas com uma pequena dose de radiação que penetra os tecidos ósseos e moles de diferentes densidades. A diferença de atenuação dos raios gera a imagem tradicional em que é facilmente visualizado o osso. As radiografias são exames não invasivos e podem ajudar o médico a detectar alterações degenerativas, alinhamento e curvatura da coluna, presença de instabilidade, defeitos congênitos, fraturas causadas por trauma, osteoporose (perda de cálcio no osso), infecções ou alguns tumores na coluna vertebral. Seu especialista em coluna pode solicitar radiografias dinâmicas (ou seja, associadas a movimentos) para avaliar a instabilidade.

Tomografia computadorizada (TC)


A tomografia computadorizada é uma máquina que usa radiação para obter imagens bidimensionais e reconstruções tridimensionais de segmentos corporais. Os pacientes devem ficar deitados em uma maca acolchoada que se move através de um scanner. Múltiplas imagens transversais são então obtidas. Essas imagens fornecem informações muito detalhadas sobre a anatomia. Eles são especialmente úteis na visualização de alterações degenerativas, alinhamento, fraturas e seus padrões, anomalias congênitas, hérnia de disco e áreas de estreitamento no canal vertebral através dos quais a medula espinhal e raízes nervosas podem sofrer compressão.

Com a moderna geração de scanners de TC, segmentos inteiros da coluna podem ser visualizados em questão de minutos. Um contraste endovenoso pode ser injetado para visualizar melhor as estruturas dos tecidos moles e os vasos sanguíneos. Quando realizada após uma mielografia, a TC pode identificar melhor as áreas onde a medula espinhal e as raízes nervosas espinhais estão sendo comprimidos (pinçadas).

Mielografia


A mielografia é um exame contrastado que identifica áreas onde a medula espinhal e os nervos espinhais podem estar comprimidos. Sob anestesia local, o médico, muitas vezes um radiologista, coloca uma agulha no canal medular na parte inferior das costas e injeta um contraste, que se mistura com o líquido espinhal em todo o saco dural. RX ou TC são feitos após o contraste ser injetado, o que pode mostrar áreas onde há bloqueio da difusão do contraste. Essas imagens permitem que o seu médico visualize áreas de estreitamento no canal medular que podem estar causando seus sintomas. Uma mielografia pode ser solicitada quando houver uma contraindicação para a obtenção de uma ressonância magnética ou se for considerado que as imagens fornecerão informações úteis adicionais para estabelecer um diagnóstico.

Ressonância Magnética (RNM)


A RNM tornou-se o padrão ouro no estabelecimento de um diagnóstico para muitos pacientes com distúrbios da coluna vertebral. A ressonância magnética utiliza um campo magnético para alinhar os núcleos de átomos de hidrogênio na água do corpo e, em seguida, fornece pulsos de radiofrequência para alterar esse alinhamento. A mudança no campo magnético e a energia emitida por esses átomos é detectável pelo scanner e reformatada pelo computador para fornecer imagens detalhadas do corpo. Portanto, não utiliza radiação ionizante.

Além de identificar anormalidades dos ossos da coluna vertebral, a ressonância magnética é sensível para detectar alterações degenerativas dos discos, hérnias e abaulamentos discais, áreas de estreitamento e compressão da medula espinhal e raízes nervosas, defeitos congênitos, infecções espinhais, tumores, fraturas e lesões de partes moles ou ligamentos que sustentam a coluna vertebral. A ressonância magnética é excelente para visualizar anormalidades da medula espinhal. O contraste endovenoso é administrado para melhor visualizar certas estruturas ou anormalidades na coluna vertebral.

Para o exame, os pacientes permanecem em uma estrutura tubular. Os tempos típicos de realização podem durar de 25 a 45 minutos para cada região anatômica. Se você é claustrofóbico, fale com seu médico sobre a possibilidade de realizar o exame sob sedação. Embora não seja invasivo, o campo magnético associado à ressonância magnética pode impedir que pacientes com dispositivos metálicos implantados, como marca-passos cardíacos, certos clipes metálicos na cabeça, e estimuladores neurais possam realizar esse exame. Outros implantes metálicos como próteses ortopédicas e implantes da coluna vertebral podem fazer RNM. Os pacientes devem responder a um questionário previamente ao exame para avaliar a viabilidade de se submeter à RNM.

SAIBA MAIS

Discografia


Enquanto RNM e TC podem fornecer informações anatômicas detalhadas, às vezes seu especialista pode solicitar um exame adicional chamado discografia para melhor avaliação da origem de sua dor. Isso envolve colocar uma agulha dentro do disco e injetar um contraste. Em seguida, o paciente é questionado sobre o surgimento de dor e se ela é semelhante à dor usual. Existem sistemas que controlam a pressão e volume de enchimento do disco, buscando correlacioná-los com a dor. Além disso, RX ou TC são feitos após a discografia para ver a dispersão do contraste no disco. Isso pode indicar uma ruptura na parede do disco, que às vezes pode ser uma fonte de dor nas costas.

Densitometria Óssea (DXA)

Avaliação da densidade mineral óssea


O exame de densitometria óssea é um tipo especial de RX para avaliação e estimativa da perda óssea. Ele mede a densidade mineral óssea, ou seja, a quantidade de cálcio em uma determinada área. Esta densidade ajuda o seu médico a identificar osteoporose, osteopenia ou outras doenças que aumentam o risco de desenvolver fraturas. O aparelho de DXA usa raios-X de dose baixa para estudar os ossos. As diferenças entre os ossos estudados e os tecidos moles circundantes são analisados por um software especial que pode calcular as medidas de densidade óssea.

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Dor

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Qual o significado da dor?​


Dor é uma ferramenta de proteção, ela indica tecidos lesionados ou em risco de lesão. A Associação Internacional para Estudos da Dor (IASP) define dor como “uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a um dano real ou potencial dos tecidos, ou descrita em termos de tais lesões”. É o sintoma sentinela, que indica ao indivíduo que alguma medida deve ser tomada para evitar danos maiores.

Diferença entre dor crônica e dor aguda


A diferença primordial entre dor aguda e crônica é o tempo de evolução, ou seja, seu tempo de duração. Classicamente, dor aguda na coluna vertebral é aquela com duração de até 6 semanas. Em contrapartida, a dor crônica é definida como aquela que perdura por mais de 12 semanas. Nesse intervalo, temos uma subclassificação, a dor subaguda.

Diferenciá-las auxilia na elaboração de diagnósticos, prognósticos. Portanto, é fundamental para definir qual a conduta mais adequada para o momento.

O tratamento adequado das crises agudas minimiza a transformação destas em dores crônicas, de mais difícil controle. Por isso, investigação e tratamento precoces são importantes para restauração do equilíbrio físico, mental e espiritual.

Por que é difícil tratar dor crônica?


FALTA DE CONHECIMENTO: Para responder esta pergunta, assumiremos a mea-culpa, pouco se fala da dor como doença. Infelizmente tratam-na apenas como sintoma. Todo o estudo médico é focado na elaboração de um diagnóstico, deixando a dor em segundo plano. Conhecer a fisiologia dela melhora as habilidades do médico que a trata. Por parte do paciente, também há negligência. Dor crônica necessita de abordagem multidisciplinar, restando apenas uma parcela aos medicamentos. Quando há a crença errada de que o tratamento depende apenas do médico e da escolha do medicamento certo, o índice de sucesso é baixo. Parabéns! Se você está lendo essa frase, é um indício do seu interesse pelo seu problema e do desejo de ampliar seu conhecimento sobre o assunto. Seu índice de sucesso do tratamento é maior.​

RECURSOS INADEQUADOS: Ao compreender sua fisiologia, é notório que a prescrição de um único medicamento não é tão eficaz quanto a abordagem multimodal. Esta se dá através de drogas com diferentes mecanismos de ação, atendimento por equipe de profissionais com conhecimento em dor crônica (médico, psicólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional) e elaboração de programas de educação e aconselhamento.

BAIXA ADERÊNCIA: Mesmo em casos com desfecho favorável, o período de tratamento é prolongado. Expectativas ilusórias causam frustração e abandono do tratamento.

Fisiologia da dor

 

O que é a fisiologia da dor?


Foi notado que soldados que sofriam de ferimentos de guerra graves sentiam pouca ou nenhuma dor. Esta dissociação entre ferimento e sintomatologia também foi observada noutras circunstâncias, como em eventos desportivos. Isso é atribuído ao efeito do contexto no qual ocorre a lesão. A existência de dissociação indica que o organismo possui um mecanismo que modula a perceção da dor.

Anos depois, foram descritos 3 sistemas de modulação da dor: Inibição Segmentar, o Sistema Opióide Endógeno e o Sistema Inibitório Descendente. Mais além, também foi descrito que a elaboração de estratégias cognitivas (onde o paciente adquire conhecimento sobre seu problema) podem modular a resposta à dor.

Assim, o mecanismo da dor é descrito na figura acima:

  1.  Estímulo periférico nociceptivo
  2. Transmissão do estímulo à medula
  3. Transmissão do estímulo através da medula (trato espinotalâmico)
  4. Transmissão do tálamo ao córtex
  5. Inibição pelo Sistema Inibitório Descendente no tronco cerebral
  6. Inibição Segmentar na medula
  7. Inibição através da liberação de endorfinas

 

Condição psicológica influencia a dor?


A dor reproduzida no corpo deixa cicatrizes na mente. Sua própria definição já retrata isso: “uma experiência sensorial e emocional desagradável”Processos psicológicos desempenham uma função importante no complexo processamento da informação dolorosa.

Doentes crônicos frequentemente sentem-se esperançosos com intervenções médicas, como as cirurgias, infiltrações ou medicações milagrosas, tendo expectativas irreais de um rápido alívio, sem que seja necessário o seu próprio envolvimento. Mas, também é comum, o sistema médico alimentar esperanças elevadas de cura, gerando ansiedade e frustração.

Isso é mais evidente quando o doente não conhece as causas ou não é capaz de construir um significado para a dor, de modo que provoca ainda mais ansiedade e aumento do sofrimento.

Modelos multimodais que consideram os componentes biológicos, psicológicos e sociais têm maior êxito. Ferramentas que incluam a pessoa ao processo, fazendo-as assumir responsabilidades em relação ao tratamento, são efetivas ao desenvolver a resiliência necessária para o controle adequado da dor. Por fim, estimular a participação ativa e a assunção de responsabilidade por si próprio, pela sua doença e pelo decurso desta também fortalecem a resiliência.

O que é Resiliência?


A resiliência é a capacidade de o indivíduo superar obstáculos, resistir à pressão de situações adversas e lidar com problemas e não sucumbir. Ou seja, é a promoção de condições para enfrentar e superar adversidades. A resiliência de um indivíduo dependerá da interação de sistemas adaptativos complexos, motivo da necessidade de tratamento multidisciplinar.

Dominar a mente humana é uma arte. Nesse sentido, ela deve ser desenvolvida sob orientação de um profissional capacitado. Com treinamento, o indivíduo que apresenta dor crônica também adquire capacidade de administrar emoções, assim como controlar impulsos, ter atitude pró-ativa e bloquear condições predisponentes à perpetuação da sensação dolorosa.