Quando você consulta com dor nas costas ou dor no pescoço, isolados ou associados a outros sintomas, o diagnóstico ainda não foi definido. Muitas vezes uma avaliação complementar não é necessária. Com o propósito de uma avaliação mais abrangente, existem alguns exames de imagem que podem ser solicitados quando da presença de fatores de risco.

Exames de imagem podem dar uma idéia da anatomia de cada região. De fato, algumas vezes apenas sinais indiretos podem sugerir uma determinada patologia. Todavia, resultados negativos também devem ser valorizados.

Os principais exames indicados são as radiografias (RX), tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RNM). É importante notificar seu médico sobre uma possível gravidez ou se houver alergias a agentes de contraste. É aconselhável remover qualquer acessório, jóias e metais, além de vestir roupas confortáveis ao realizar esses exames de imagem.

Raios-X (RX)


O primeiro tipo de exame diagnóstico por imagem que costuma ser solicitado é um RX. As radiografias são obtidas com uma pequena dose de radiação que penetra os tecidos ósseos e moles de diferentes densidades. A diferença de atenuação dos raios gera a imagem tradicional em que é facilmente visualizado o osso. As radiografias são exames não invasivos e podem ajudar o médico a detectar alterações degenerativas, alinhamento e curvatura da coluna, presença de instabilidade, defeitos congênitos, fraturas causadas por trauma, osteoporose (perda de cálcio no osso), infecções ou alguns tumores na coluna vertebral. Seu especialista em coluna pode solicitar radiografias dinâmicas (ou seja, associadas a movimentos) para avaliar a instabilidade.

Tomografia computadorizada (TC)


A tomografia computadorizada é uma máquina que usa radiação para obter imagens bidimensionais e reconstruções tridimensionais de segmentos corporais. Os pacientes devem ficar deitados em uma maca acolchoada que se move através de um scanner. Múltiplas imagens transversais são então obtidas. Essas imagens fornecem informações muito detalhadas sobre a anatomia. Eles são especialmente úteis na visualização de alterações degenerativas, alinhamento, fraturas e seus padrões, anomalias congênitas, hérnia de disco e áreas de estreitamento no canal vertebral através dos quais a medula espinhal e raízes nervosas podem sofrer compressão.

Com a moderna geração de scanners de TC, segmentos inteiros da coluna podem ser visualizados em questão de minutos. Um contraste endovenoso pode ser injetado para visualizar melhor as estruturas dos tecidos moles e os vasos sanguíneos. Quando realizada após uma mielografia, a TC pode identificar melhor as áreas onde a medula espinhal e as raízes nervosas espinhais estão sendo comprimidos (pinçadas).

Mielografia


A mielografia é um exame contrastado que identifica áreas onde a medula espinhal e os nervos espinhais podem estar comprimidos. Sob anestesia local, o médico, muitas vezes um radiologista, coloca uma agulha no canal medular na parte inferior das costas e injeta um contraste, que se mistura com o líquido espinhal em todo o saco dural. RX ou TC são feitos após o contraste ser injetado, o que pode mostrar áreas onde há bloqueio da difusão do contraste. Essas imagens permitem que o seu médico visualize áreas de estreitamento no canal medular que podem estar causando seus sintomas. Uma mielografia pode ser solicitada quando houver uma contraindicação para a obtenção de uma ressonância magnética ou se for considerado que as imagens fornecerão informações úteis adicionais para estabelecer um diagnóstico.

Ressonância Magnética (RNM)


A RNM tornou-se o padrão ouro no estabelecimento de um diagnóstico para muitos pacientes com distúrbios da coluna vertebral. A ressonância magnética utiliza um campo magnético para alinhar os núcleos de átomos de hidrogênio na água do corpo e, em seguida, fornece pulsos de radiofrequência para alterar esse alinhamento. A mudança no campo magnético e a energia emitida por esses átomos é detectável pelo scanner e reformatada pelo computador para fornecer imagens detalhadas do corpo. Portanto, não utiliza radiação ionizante.

Além de identificar anormalidades dos ossos da coluna vertebral, a ressonância magnética é sensível para detectar alterações degenerativas dos discos, hérnias e abaulamentos discais, áreas de estreitamento e compressão da medula espinhal e raízes nervosas, defeitos congênitos, infecções espinhais, tumores, fraturas e lesões de partes moles ou ligamentos que sustentam a coluna vertebral. A ressonância magnética é excelente para visualizar anormalidades da medula espinhal. O contraste endovenoso é administrado para melhor visualizar certas estruturas ou anormalidades na coluna vertebral.

Para o exame, os pacientes permanecem em uma estrutura tubular. Os tempos típicos de realização podem durar de 25 a 45 minutos para cada região anatômica. Se você é claustrofóbico, fale com seu médico sobre a possibilidade de realizar o exame sob sedação. Embora não seja invasivo, o campo magnético associado à ressonância magnética pode impedir que pacientes com dispositivos metálicos implantados, como marca-passos cardíacos, certos clipes metálicos na cabeça, e estimuladores neurais possam realizar esse exame. Outros implantes metálicos como próteses ortopédicas e implantes da coluna vertebral podem fazer RNM. Os pacientes devem responder a um questionário previamente ao exame para avaliar a viabilidade de se submeter à RNM.

SAIBA MAIS

Discografia


Enquanto RNM e TC podem fornecer informações anatômicas detalhadas, às vezes seu especialista pode solicitar um exame adicional chamado discografia para melhor avaliação da origem de sua dor. Isso envolve colocar uma agulha dentro do disco e injetar um contraste. Em seguida, o paciente é questionado sobre o surgimento de dor e se ela é semelhante à dor usual. Existem sistemas que controlam a pressão e volume de enchimento do disco, buscando correlacioná-los com a dor. Além disso, RX ou TC são feitos após a discografia para ver a dispersão do contraste no disco. Isso pode indicar uma ruptura na parede do disco, que às vezes pode ser uma fonte de dor nas costas.

Densitometria Óssea (DXA)

Avaliação da densidade mineral óssea


O exame de densitometria óssea é um tipo especial de RX para avaliação e estimativa da perda óssea. Ele mede a densidade mineral óssea, ou seja, a quantidade de cálcio em uma determinada área. Esta densidade ajuda o seu médico a identificar osteoporose, osteopenia ou outras doenças que aumentam o risco de desenvolver fraturas. O aparelho de DXA usa raios-X de dose baixa para estudar os ossos. As diferenças entre os ossos estudados e os tecidos moles circundantes são analisados por um software especial que pode calcular as medidas de densidade óssea.

NASS 150

Sobre o autor

Ortopedia e Traumatologia
Cirurgia da Coluna Vertebral
Fellow of Interventional Pain Practice

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